A consolidação do mercado varejista é uma tendência mundial, e o Brasil não ficará de fora dela. A opinião é do presidente da rede Condor Super Center e da As­­sociação Paranaense de Su­­permercados (Apras), Pedro Joanir Zonta, que recebe nesta segunda-feira o título de “Per­­sonalidade AECIC”, entregue pela Associação das Empresas da Cidade Industrial de Curitiba.

Em entrevista à Gazeta do Povo, Zonta revelou alguns dos planos do Condor, hoje a 11.ª maior rede supermercadista do Brasil, com 29 lojas em 11 cidades e um faturamento anual próximo de R$ 1,5 bilhão. Segundo ele, o grupo quer primeiro expandir sua atuação na região metropolitana de Curitiba para, mais tarde, entrar no interior e avançar para outros estados.

Quais os planos da rede Condor?

Este ano vamos inaugurar um hiper e um supermercado na capital. Até 15 de julho terminamos a ex­­pansão e modernização de nossa loja na Nilo Peçanha e até no­­vembro devemos ampliar e transformar a loja de Araucária em um hipermercado. Para 2011, temos dois terrenos comprados na região metropolitana de Curitiba, com projetos em andamento. Planos para o interior e outros estados tam­­bém temos, mas são para quando sentirmos que não há mais espaço a ocupar onde já atuamos.

O grupo tem planos de criar outra marca?

Sim, mas a longo prazo. Em 2000, quando criei nosso primeiro hipermercado, pensei em uma marca diferente, porém desisti da ideia em função do custo de marketing e divulgação. Aca­bei optando por uma só marca e voltar a pensar nisso somente quando tivesse uma massa de lojas e vendas muito mais significativas. Em nosso caso, ainda não vale a pena.

Como o senhor vê a consolidação do mercado varejista, comum em outros setores como o de eletrodoméstico?

É uma tendência mundial, poucas são as empresas que conseguem sobreviver à concorrência com as grandes companhias. Quanto maior o volume, melhor pode ser a negociação com o fornecedor e a margem para que o preço final fique menor ao consumidor.

Isso pode ocorrer também no setor supermercadista?

Vimos isto no setor bancário, no de telecomunicações, de combustíveis e não vai ser diferente para os setores de varejo. Farmácias, supermercados e eletrodomésticos serão os próximos, certamente.

E o Paraná tem grupos com po­­tencial de comprarem concorrentes, ou de serem comprados?

No Paraná, temos muitas empresas em ambas as situações. O Condor está apto a aproveitar oportunidades de compra.

O setor tem sentido alguma dificuldade atualmente?

Vivemos um período antagônico. Temos verificado um crescimento da economia e dos salários e o consequente aumento de vendas. Mas, justamente por haver muitas oportunidades de emprego, o setor está com dificuldades de manter seu quadro funcional.