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Revista Condor – Edição 8

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Conhecida pela campanha da rede Condor Família Feliz, a atriz paranaense Cynthia Senek mete as caras no Rio e se destaca com personagem espirituosa em Malhação

O convite para Malhação, seu primeiro papel de destaque, chegou no meio deste ano, com a condição de ter que cortar o cabelão, que estava quase na cintura

Faz quatro anos que a paranaense Cynthia Senek trocou a neblina e a garoa de Curitiba pelos ares ensolarados do Rio de Janeiro. O motivo? Tentar a sorte como atriz na Hollywood brasileira. Depois de muitos desafios e dificuldades, ela conquistou o papel da divertida e irônica patricinha Krika, na 23ª temporada da novela adolescente Malhação – Seu Lugar no Mundo. “É o meu primeiro trabalho com visibilidade nacional. Até agora, as pessoas podem me ver em pelo menos uma cena de todos os capítulos”, comemora a simpática e falante Cynthia.

Mas a new face já é conhecida entre os paranaenses. Antes de se mudar para o Rio, ela atuou por três anos nos comerciais da campanha “Família Feliz”, da rede de supermercados Condor. Alguns vídeos podem ser conferidos em seu canal no YouTube, ao lado de outros comerciais e videobooks. Em rede nacional, a atriz de 24 anos já participou do elenco de apoio da série Plano Alto, da Rede Record, e fez pontas nas novelas Sangue Bom e Sete Vidas, da TV Globo. “Em Sete Vidas, atuei ao lado do Jesuíta Barbosa, que considero um dos melhores atores do cinema da nova geração. Foi um privilégio e um marco no meu currículo”, conta. O convite para Malhação, seu primeiro papel de destaque, chegou no meio deste ano, com a condição de ter que cortar o cabelão, que estava quase na cintura. “Foi um presente. Aconteceu tudo no momento certo.”

Revista Condor: Como e quando você decidiu que seria atriz?

Cynthia Senek: Quando era criança, queria ser dançarina do grupo É o Tchan!. E, olha que doideira, queria ser a loira, não a morena. Aos 11 anos, minha mãe me matriculou em uma escola de dança. Lá, surgiu a oportunidade de participar de uma novelinha para fazer uma personagem que dançava vários estilos, de balé a dança do ventre. Foi meu primeiro contato com atuação. Depois disso, esqueci completamente a dança e foquei na ideia de ser atriz, fazendo cursos de teatro profissional em Curitiba e São Paulo.

RC: Como foi o desafio de se mudar do Paraná para o Rio?

CS: Defino em uma palavra só: loucura. Eu cheguei à cidade sem conhecer ninguém e sem emprego, apenas seguindo minha intuição. Para me manter financeiramente, comecei a trabalhar com eventos, recepção de festas, trabalhos de publicidade, comerciais, fotos para revistas, desfiles… Também fiz algumas participações pequenas e em elenco de apoio, que me ajudaram a ganhar experiência com gravação e intimidade com a câmera.

RC: Você pensou em desistir?

CS: Sim, logo depois que fiz o teste para Malhação. De início, tive certeza absoluta de que iria passar, mas as semanas foram passando e nada de me chamarem. Foi uma tristeza muito grande, uma rasteira mesmo. Decidi voltar para Curitiba, pois estava passando momentos de dificuldade, tanto financeira quanto pessoal. Já tinha enviado a mudança para o Paraná, quando recebi o retorno da Globo. Aí, tive que mandar o caminhão voltar para o Rio.

RC: Era um sonho trabalhar em Malhação?

CS: Sempre foi, desde criança. Mas, com 23 anos, não era mais o meu foco. Achei que já tinha passado do ponto (risos). A sorte é que minha aparência física não condiz com a idade do RG.

RC: Como é a rotina de filmagem?

CS: Muito intensa. Gravo em torno de 8 a 15 cenas por dia, cerca de 11 horas de trabalho, de segunda a sábado. E, quando chego em casa, ainda vou decorar os textos do dia seguinte.

RC: Foi difícil ter que cortar mais de 40 centímetros de cabelo para viver a Krika?

CS: Na verdade, foi incrível. No começo achei que não iria gostar. Mas cortar o cabelo me fez realmente viver a personagem. De cabelo longo, eu era simplesmente a Cynthia. Quando desapeguei, realmente passei a viver a personagem. Foi um presente. Hoje, posso dizer que faria qualquer mudança física por causa de um papel. Se fosse preciso, rasparia o cabelo com um sorriso no rosto.

RC: Que semelhanças e diferenças existem entre você e a Krika?

CS: Ela é uma pessoa muito positiva, amiga, parceira, fiel. Também sou assim, leal com todos os meus amigos. A Krika também tem esse quê de ser doidinha. Não chego a esse ponto, mas tenho pitadas de loucura em alguns momentos. Em compensação, a personagem é a melhor amiga da vilã, Alina (Pâmela Tomé), e apoia algumas atitudes erradas, coisa que eu não faria na vida real. Tem uma fase da novela em que ela também fica com dois meninos, o Glauco (Bruno Montaleone) e o Cleyton (Nego do Borel), ao mesmo tempo. Eu não me identifico com isso.

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