Ator em dupla jornada

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Revista Condor – Edição 7

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Confira a entrevista exclusiva do ator e humorista Marcos Vera para a Revista Condor.

Quem ligava a TV, diariamente, praticamente não se espanta mais. Não se tratava de uma miragem ou delírio: Marcos Veras estava, sim, dividindo a agenda e fazendo dupla jornada na telinha. De manhã, ele faz comentários bem-humorados e ajuda a esquentar os debates do programa Encontro, de Fátima Bernardes. À noite, integrava o núcleo cômico da novela Babilônia (ambos na Globo), ao lado de Gabriel Braga Nunes e Igor Angelkorte. Tudo isso só é possível em razão da paixão do ator pela profissão. “Amo o que faço, e os dois programas eram  gravados no Projac [área que reúne os estúdios de gravação da Globo, no Rio de Janeiro] então até o deslocamento era um facilitador”, confessa em entrevista exclusiva à Revista Condor.

Quem está conhecendo seu trabalho somente agora pode não saber, mas Veras está desde o começo dos anos 2000 na TV e, há pelo menos, 15 anos no teatro. Seu começo na emissora carioca foi marcado por participações especiais em programas como Sítio do Picapau Amarelo e Linha Direta. Em 2006, foi fazer novelas da Record como “Amor e Intrigas”. Paralelamente, trabalhou em emissoras de rádio, como a Super Rádio Tupi e a Nativa FM (Rio de Janeiro). “O rádio dá uma rapidez de raciocínio muito grande. Foi, além do teatro, a minha primeira experiência com o ‘ao vivo’”, confessa.

Formado em teatro e propaganda, aos 35 anos, o ator fluminense relembra que, no teatro, já fez de Nelson Rodrigues a Shakespeare, mas acabou se enveredando para a comédia de forma bastante natural. “(…) depois que você começa a trabalhar profissionalmente, a vida se encarrega de te dar um caminho. E foi na comédia que me mostrei e as pessoas começaram a reconhecer o meu trabalho.” Nesse gênero, ele tem se mostrado um especialista, principalmente depois de interpretar personagens como Soluço e Jonas, no programa “Zorra Total” (Globo), protagonizar o espetáculo de teatro de sucesso “Falando a Veras” e estrelar os filmes “Copa de Elite” e “Vestido para Casar”.

Casado com a atriz Júlia Rabello, do canal de vídeos Porta dos Fundos (YouTube), há cerca de quatro anos, Veras confessa que só ensaia textos com a mulher quando ambos estão fazendo o mesmo trabalho. “Vejo como vantagem o fato de termos a mesma profissão porque dividimos as angústias, os medos e as vitórias, claro”, afirma. Em breve, o casal planeja aumentar a família.  Abaixo, leia a entrevista na íntegra!

Revista Condor: Poucos devem saber, mas antes de aparecer na web e na TV, você fez bastante rádio e teatro. Gostaria que você falasse da importância da passagem por esses dois meios. O que trouxe dessas áreas para sua formação?

Marcos Veras: O teatro é onde nos formamos ator e onde exercemos o ofício da profissão. É a casa do ator. É onde erramos, experimentamos e aprendemos. Todos os trabalhos que faço hoje têm o teatro no meio. Sou ator há 15 anos e, talvez, seja o único veículo que jamais deixaria de fazer. E fui fazer rádio como ator porque eu fazia um programa de ‘rádio-teatro’ que tinha muito humor, onde interpretava tipos populares. O rádio dá uma rapidez de raciocínio muito grande. Foi, além do teatro, a minha primeira experiência com o “ao vivo”.

RC: O que te motiva a fazer comédia? E o que te inspira na hora de criar textos para esse gênero?

MV: A comédia é o meio mais inteligente de chamar atenção para algo e algum assunto. A comédia joga luz nos problemas da sociedade e nos nossos problemas. Fazer alguém rir é a coisa mais difícil, mas também a mais gostosa do mundo. Quando alguém me para na rua para dizer que eu a divirto, é incrível. Uma vez recebi um e-mail de uma pessoa dizendo que estava com câncer e depressão e que eu consegui trazer alegria para a vida dela, já que ela me assistia todos os dias no Encontro. Isso não tem preço! E pra fazer humor e escrever humor, é só observar o dia a dia e observar o outro. Dá para tirar riso de tudo.

RC: E como é trabalhar na mesma área que sua mulher, Júlia Rabello? Facilita os entendimentos do dia a dia e, em razão disso, chega a ser mais fácil administrar possíveis problemas do casal?

MV: Nós adoramos trabalhar juntos e somos fãs um do outro. Nos respeitamos e nos divertimos juntos. Vejo como vantagem o fato de termos a mesma profissão porque dividimos as angústias, os medos e as vitórias, claro.

RC: Ser pai está em seus planos? É um sonho que divide com Júlia?

MV: Sim, queremos. Sempre falamos sobre isso.

RC: Como fazia para administrar seu trabalho em Babilônia e sua participação no programa de Fátima Bernardes?

MV: Supertranquilo. Amo o que faço, e os dois programas eram gravados no Projac, então até o deslocamento era um facilitador. No ano passado, estava com vários trabalhos simultâneos, mas em lugares diferentes, e esse deslocamento era mais cansativo.

RC: Em Babilônia, você deixou a impressão de estar se divertindo bastante. Como era interpretar o Norberto e contracenar com Gabriel Braga Nunes e Igor Angelkorte?

MV: Adorei! Eu, Igor e Gabriel pareciam três crianças gravando. Fazíamos piadas o tempo todo e o set se divertia. Adorava dar vida ao Norberto. Ele era fofo e tímido. Um cara com mania de organização e meio neurótico, mas que era superinseguro.

NA PONTA DA LÍNGUA

Programa de Fátima Bernardes, o Encontro

Aprendo muito com as histórias que são contadas lá

Norberto, personagem de Babilônia

Achava ele fofo e tímido

Sobre ter filhos com sua mulher, Júlia Rabello

Sempre falamos sobre isso

Fazer comédia

Fazer alguém rir é a coisa mais difícil, mas também a mais gostosa do mundo

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